

ESPAÇO BEM-ESTAR
ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO PARA
DEPRESSÃO
.png)
De segunda à sexta, das 09h as 16h, o Nappe conta com diversas oficinas terapêuticas voltadas ao cuidado com a saúde mental e emocional, como Arteterapia, Bioenergética, Tai Chi Chuan, Yoga, Biodança, Musicoterapia e outras, que compõem a proposta terapêutica nos quadros depressivos.
O paciente tem seus dias no espaço a partir do seu quadro e diálogo com sua psicóloga e médico(a).
Semanalmente também acontece o grupo terapêutico, que se mantém com as mesmas pessoas que trazem questões semelhantes e é facilitado pela psicóloga de referência, que é o principal vínculo do paciente no espaço.
O acompanhamento pode ser feito por diversos planos de saúde (Amil, Bradesco, Bacen, Cassi, Capesesp, Fusex, Fisco, Luminar, Mediservice, Postal Saúde, Petrobrás, Saúde Recife, Sulamérica, Sassepe, Stellantis, Saúde Caixa e TRT-6).
CRONOGRAMA DIÁRIO
DE OFICINAS E GRUPOS

Segunda-feira
09h
-
Pilates
-
Oficina "Qual minha história hoje?"
-
Grupo terapêutico
10h45
-
Pilates
-
Oficina de Yoga
13h30
-
Oficina de Biodanza
-
Oficina de Meditação
-
Grupo terapêutico (2 grupos)
15h
-
Oficina de Biodanza
-
Oficina "Máquina do Tempo"
Terça-feira
09h
-
Bioenergética
-
Tai Chi Chuan
-
Grupo terapêutico
10h45
-
Bioenergética
-
Tai Chi Chuan – Mindfulness
13h30
-
Oficina de Teatro
-
Oficina de Biodanza
-
Yoga
15h
-
Oficina de Sonhos
-
Arteterapia
-
Grupo terapêutico
Quarta-feira
09h
-
Ciranda Poética
-
Grupo terapêutico
10h45
-
Oficina das Emoções
-
Oficina "Entreversos"
13h30
-
Pilates
-
Grupo terapêutico (2 grupos)
15h
-
Pilates
-
Oficina "Entre Recortes e Sentidos"
Quinta-feira
09h
-
Bioenergética
-
Tai Chi Chuan
-
Grupo terapêutico
10h45
-
Bioenergética
-
Tai Chi Chuan – Ho'oponopono
13h30
-
Musicoterapia
-
Oficina das Emoções
15h
-
Musicoterapia
-
Grupo terapêutico
Sexta-feira
09h
-
Oficina de Yoga
-
Oficina Criarte
-
Grupo terapêutico
10h45
-
Auriculoterapia
-
Oficina de Musicoterapia
-
Oficina Projeto de Vida
13h30
-
Oficina de Dança
-
Oficina de Musicoterapia
-
Grupo terapêutico
15h
-
Psineclube
-
Yoga
A primeira vinda é marcada por uma triagem psicológica e consulta psiquiátrica, onde avaliamos se o acompanhamento no Hospital-Dia é indicado. Havendo indicação, é solicitado o início ao convênio.
Conheça mais nesse
Vídeo de 1 minuto!
Como iniciar um tratamento contínuo quando sair de casa já é um desafio?
Na depressão, tarefas simples podem exigir um esforço enorme. Levantar da cama, tomar banho, se arrumar e sair de casa podem parecer obstáculos difíceis de vencer, e a ideia de comparecer a um tratamento algumas vezes por semana pode soar, num primeiro momento, como algo impossível. Isso não é falta de vontade nem preguiça: a falta de energia, o desânimo e a dificuldade de iniciar atividades fazem parte dos próprios sintomas.
Por isso, é importante saber que não é preciso estar bem para começar. O tratamento existe justamente para acolher a pessoa no momento em que ela se encontra. Alguns pontos podem tornar esse início mais possível:
-
O primeiro passo é um único atendimento. Não é necessário assumir, de imediato, um compromisso com toda a rotina de tratamento. A primeira vinda serve para conversar, ser avaliado e compreender quais caminhos de cuidado fazem sentido.
-
A frequência é combinada com você, mediante a avaliação da equipe. Os dias e turnos de participação são definidos junto com a equipe, de acordo com as suas possibilidades, em uma perspectiva mais flexível e que podem ser ajustados ao longo do tempo.
-
Você pode vir acompanhado. Ter um familiar ou alguém de confiança por perto nas primeiras vindas pode tornar a chegada mais tranquila.
-
Há liberdade de vinda e saída. No Hospital-Dia, o paciente participa das atividades e retorna para casa, sem precisar se afastar de sua vida.
-
Existe uma referência para os momentos difíceis. A psicóloga de referência é o primeiro vínculo do paciente no espaço e pode acolhê-lo quando surgirem dificuldades para manter a participação.
Também é importante compreender que o tratamento é um processo, e não um caminho em linha reta. No início, pode levar algum tempo até que a rotina “engate”: algumas semanas podem ser mais difíceis, a vontade de faltar pode aparecer com frequência e a sensação de melhora nem sempre acontece de imediato.
Ao longo do acompanhamento, também podem surgir momentos de menor participação, períodos em que os sintomas voltam a se intensificar ou recaídas depois de uma fase de melhora.
Nada disso significa que o tratamento falhou ou que você não é capaz de seguir com ele. Essas oscilações fazem parte do processo e podem ser compreendidas e trabalhadas junto com a equipe. O mais importante é não interromper o vínculo: mesmo nos dias em que não for possível participar de tudo, manter o contato com a psicóloga de referência e retomar a rotina assim que possível já faz diferença.
Com o tempo, o próprio movimento de sair de casa, chegar a um lugar acolhedor e conviver com outras pessoas passa a fazer parte do tratamento. A regularidade da rotina terapêutica ajuda a devolver estrutura aos dias e, aos poucos, aquilo que parecia um obstáculo pode se tornar um dos primeiros sinais de melhora.
ENTENDA MELHOR SOBRE
O TRANSTORNO DEPRESSIVO
O que é a depressão e como identificar?
A Classificação Internacional de Doenças (CID) reconhece a depressão como um transtorno do humor. Ela se caracteriza por um conjunto de sintomas que se mantêm na maior parte dos dias, por pelo menos duas semanas, e que provocam sofrimento e prejuízos na vida da pessoa.
Os sintomas podem aparecer em diferentes áreas:
-
Emocionais: tristeza persistente, sensação de vazio, irritabilidade, desesperança, sentimentos de culpa ou de inutilidade.
-
De interesse e energia: perda de interesse ou prazer em atividades que antes eram agradáveis, cansaço constante e dificuldade para iniciar tarefas.
-
Físicos: alterações no sono, como insônia ou excesso de sono, mudanças no apetite e no peso, lentidão e dores sem causa aparente.
-
Cognitivos: dificuldade de concentração, de memória e de tomar decisões.
-
Comportamentais: isolamento, afastamento das relações e abandono de compromissos e cuidados consigo.
A intensidade dos sintomas varia de pessoa para pessoa e pode ir de quadros leves, em que a rotina ainda é mantida com esforço, a quadros graves, em que tarefas básicas se tornam muito difíceis.
Tristeza ou depressão: qual a diferença?
A tristeza faz parte da experiência humana. Ela costuma surgir diante de perdas, frustrações, conflitos e mudanças, e tende a diminuir com o tempo, à medida que a pessoa elabora aquilo que viveu. Mesmo em momentos tristes, geralmente ainda é possível sentir prazer em algumas situações e manter a rotina.
Na depressão, o sofrimento é mais intenso, mais duradouro e atinge diferentes áreas da vida. Ele não depende necessariamente de um acontecimento específico e não costuma melhorar apenas com o passar do tempo ou com tentativas de “se animar”. A perda de interesse, o cansaço, as alterações no sono e no apetite e a dificuldade de funcionar no dia a dia ajudam a diferenciar o quadro.
Ao mesmo tempo, é importante ter cuidado com o autodiagnóstico. Conteúdos na internet podem ajudar a perceber que algo merece atenção, mas não substituem uma avaliação profissional. Nem toda tristeza é depressão, e nem todo quadro depressivo se apresenta da mesma forma. A avaliação psiquiátrica e psicológica considera a intensidade, a duração e o contexto dos sintomas, além da história de vida de cada pessoa.
As diferentes formas da depressão
A depressão pode se apresentar de diferentes maneiras, e identificar qual delas está presente é importante para definir o tratamento mais adequado:
-
Episódio depressivo: um período de sintomas depressivos que pode ser leve, moderado ou grave.
-
Transtorno depressivo recorrente: quando os episódios depressivos se repetem ao longo da vida, intercalados com períodos de melhora.
-
Distimia: uma forma mais persistente e de menor intensidade, em que os sintomas se mantêm por anos e muitas vezes são confundidos com o “jeito de ser” da pessoa.
-
Depressão pós-parto: sintomas depressivos que surgem após o nascimento de um filho e vão além da oscilação emocional comum desse período.
-
Depressão no transtorno bipolar: episódios depressivos que fazem parte de um quadro em que também ocorrem fases de mania ou hipomania. Essa distinção é especialmente importante, porque o tratamento do transtorno bipolar segue caminhos diferentes.
Por isso, a avaliação inicial investiga não apenas os sintomas atuais, mas também a história de vida, episódios anteriores e possíveis alterações de humor ao longo do tempo.
O que causa ou contribui para a depressão?
Não existe uma causa única para a depressão. O que se compreende hoje é que ela resulta da combinação de diferentes fatores, que se articulam de maneira particular na história de cada pessoa:
-
fatores biológicos, como predisposição genética e alterações no funcionamento de neurotransmissores;
-
acontecimentos da vida, como perdas, lutos, rupturas, desemprego e situações de violência;
-
estresse prolongado, como sobrecarga no trabalho, conflitos persistentes ou responsabilidades de cuidado;
-
experiências da história de vida, especialmente aquelas que não puderam ser elaboradas;
-
condições clínicas, como alterações hormonais e doenças crônicas;
-
uso de álcool e outras substâncias, que pode tanto contribuir para o surgimento dos sintomas quanto agravá-los.
Compreender esses fatores não significa buscar culpados. A depressão não é fraqueza, falta de força de vontade ou falha de caráter. Identificar o que contribui para o quadro ajuda o paciente e a equipe a construírem um cuidado que olhe não apenas para os sintomas, mas também para aquilo que os sustenta.
Depressão e outros quadros de saúde mental
É comum que a depressão esteja associada a outros quadros, como os transtornos de ansiedade, o uso problemático de álcool e outras substâncias e o transtorno bipolar. Essa relação pode acontecer em diferentes direções.
Em alguns casos, o álcool ou outras substâncias passam a ser usados como tentativa de aliviar a tristeza, a angústia ou a insônia. Com o tempo, esse uso pode se tornar um novo problema e agravar os próprios sintomas depressivos. Em outros, é a ansiedade constante, ou as consequências de outro quadro, que acaba contribuindo para o surgimento da depressão.
Por isso, o tratamento precisa considerar o paciente de forma integral.
Olhar apenas para um dos quadros, sem compreender como eles se relacionam, tende a deixar sem cuidado aspectos importantes do sofrimento. Se o uso de substâncias também faz parte da história, conheça as páginas de tratamento para alcoolismo e de tratamento de dependência química.





.png)
































